MEU CHÃO

De longe sentia o cheiro

Daquele arroz com pequi

Da Maria Isabel,

Da pamonha com linguiça,

Do licor de murici

Abria os olhos, sonhava,

Estava longe daqui

A saudade judiava

Toda vez que eu me lembrava

Das rodas de cantoria

Debaixo da lua cheia

Em volta de uma fogueira

E das meninas faceiras

De quem nunca me esqueci

Abria os olhos, sonhava,

Estava longe daqui

Perdido por este mudo

Nos caminhos da ilusão

Me afastei de minha gente

Perdi o viço e a paz

Até que um dia entendi

Que tudo que eu precisava

Estava dentro de Goiás

Voltei pra casa correndo

De encontro às minhas raízes

Não fui feliz lá distante

Por isso de agora em diante

Só saio para passear

Com data para voltar,

Ou então, não saio mais…

AVP-31/01/2021

Publicado por

AILTON V. PRIMO

Brasileiro, casado, médico radiologista, 65 anos

3 comentários em “MEU CHÃO”

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